Você consome notícias ou elas estão consumindo você? Como se informar sem adoecer: os perigos do excesso de notícias negativas para...


O sistema educacional é um que não mudou muito nos últimos 50 anos. As crianças de hoje ainda são vítimas daquelas coisas que detestávamos quando pequenos: tarefas, hierarquias e um modelo de ensinamento genérico e não apropriado para a nossa forma de aprender.
Muitos acreditam que esse sistema com foco na regurgitação de ensinamentos não é algo nem sustentável nem tampouco proveitoso em nossas sociedades, onde o que universitários de hoje estão aprendendo será ultrapassado quando se formarem, por conta da grave escalação da tecnologia que vivenciamos hoje.
Este tema é um dos focos em destaque esse ano no South by Southwest, um festival anual que se realiza durante o mês de março, de música, filmes e conferencias sobre tecnologias emergentes. Se você ainda não foi, ponha em sua bucket list.
Que tal se virássemos o jogo? Que tal se ao invés de estudar um mínimo de quatro anos para obter um diploma, nos endividarmos e só termos a chance de exercer nossa paixão após encontrarmos uma carreira estável, conseguíssemos fazer isso agora? E vou além: que tal se os nossos talentos pessoais ou aquelas conversas filosóficas que despertam um tremendo aprendizado fossem reconhecidas e lhe ajudassem a abrir portas para oportunidades que melhor se encaixam ao seu perfil?
O centro de pesquisas Institute for the Future (o Instituto para o Futuro) fez essas mesmas perguntas e resolveu colaborar com uma organização que tem como meta criar uma economia educacional nacional, a Act Foundation.
Juntos fizeram uma previsão do que poderíamos ter em 2026.
Veja o vídeo abaixo:
[su_youtube url=”https://www.youtube.com/watch?v=qqVRSe9nHY0″]
Ted-Ed Educators de seis países foram questionados para dizerem o que acreditavam ser um futuro provável na educação no ano 2050.
Algumas das previsões seguem a baixo:
“Não haverá espaços físicos. Estudantes vão aprender via salas de aulas viajantes, onde o mundo real será sua universidade. Estudantes vão morar juntos e utilizar livrarias e laboratórios de cidades para fazerem um projeto. Já temos um modelo para isso: Minerva Schools”- Hyuk Jang, educador em Busan, Coreia do Sul.
“Por conta de tiroteios em escolas, terão uma sala-cofre. Mudanças no meio ambiente também farão com que escolas fechem mais vezes e como resultado a escola se tornara um hub onde estudantes vão quando realmente precisam”- Shannon Brake, educadora em Kansas, EUA.
“Ensinar está morrendo como profissão? Se não estão, a sala de aula vai mudar muito. Não penso que escolas irão existir no mesmo formato, com mesas e cadeiras. Acredito que o ensinamento irá incorporar realidades virtuais e várias perspectivas. Os estudantes irão aprender a negociar e compartilhar ideias” – Sharon Hadar, educadora em Raanana, Israel
“Escolas serão multidisciplinares com o foco na justiça social. Você precisa mudar o mundo para mudar a sala de aula e agora a diferença entre condados ricos e pobres está enorme” – Eduardo Godoy, educador em São Paulo, Brasil
“Porque isso será o que carreiras terão como requisito. O ensino não será somente sobre aprender e compartilhar, mas sobre o que fazer com essa informação no mundo real” – Josefino Rivera, Jr., educador em Buenos Aires, Argentina
“Vamos ensinar que o que não for possível hoje, será possível no futuro. Vamos fazer com que isso seja parte da educação”- Kristine Sargsyan, educadora in Yerevan, Armênia.
E você, como prevê o futuro da educação?
Quer saber mais sobre Formação e Educação? Curta nossa página do Facebook.
Rafaela Frota nasceu no Brasil e é uma cidadã global, pesquisadora na área da Engenharia Fotônica e empreendedora com foco no desenvolvimento de novas soluções para aumentar a conscientização nutricional através de "big data" e tecnologias emergentes. Entre seus projetos, estão Wawwe (http://www.wawwe.com), um aplicativo que auxilia as pessoas a comerem de forma mais saudável. Seu email: rafaelalfrota@gmail.com.